
O compensado é um material formado por várias camadas de lâminas coladas com as fibras alternadas, o que resulta em uma placa de madeira estável e resistente. A produção envolve diversas etapas, que vão do cozimento das toras ao acabamento. Entender o processo de produção ajuda a reconhecer um produto de qualidade e a escolher o tipo de compensado certo para cada uso.
Fabricação do compensado de madeira: seleção das madeiras
A madeira é a matéria-prima de tudo. No Sul do Brasil, o pinus de reflorestamento domina a produção; no Norte, aparecem espécies como virola, paricá e amescla, e o eucalipto também é comum em várias regiões. O tipo de material usado no miolo e nas capas influencia o peso, a resistência e a aparência do produto final.
Processo de cozimento
As peças são descascadas e serradas no comprimento da chapa. Em seguida, vão para tanques de água quente ou vapor, onde ficam cozidas por algumas horas. Esse aquecimento amolece as fibras e facilita o torneamento. Após passarem pelo processo de “cozimento”, seguem para o torno.
Laminação das toras
A laminação é o processo que transforma o tronco em lâminas finas de madeira. No torno laminador, ele gira contra uma faca e vira uma manta contínua, e a espessura das lâminas é definida nessa fase. Após cortadas na guilhotina, as lâminas seguem para o empilhador, onde são organizadas por qualidade.
Secagem no secador
As lâminas de pinus úmidas passam por uma máquina chamada secador, que usa ar quente em alta temperatura até que atinjam a umidade ideal para receber o adesivo. Durante o processo de secagem, a madeira perde água de forma controlada. Em algumas fábricas, a madeira fica de três a cinco dias armazenada, até que as peças possam ser utilizadas na próxima etapa.
Classificação, remendos e emassamento
Depois de secas, as lâminas são classificadas: as melhores viram capa e as demais formam o miolo. Pequenos defeitos são corrigidos com remendos, e falhas recebem emassamento para garantir a qualidade da superfície.
Colagem: compensado naval, compensado plastificado e comum
A próxima etapa é a montagem no setor de colagem. Cada lâmina recebe adesivo em rolos e é posicionada com as fibras cruzadas, sempre em número ímpar. É a cola que define o uso: cola de ureia para ambientes secos e resina fenólica para os compensados de uso externo, que precisam de resistência à água.
Prensagem a frio e na prensa a quente
O conjunto passa primeiro por uma pré-prensagem a frio, que firma as camadas. Depois vai para a prensa a quente, onde a pressão e o calor fazem a cola curar. Esse processo de prensagem leva alguns minutos, conforme a espessura final.
Esquadrejamento, lixamento e acabamento
Depois disso, as chapas esfriam empilhadas. Em seguida, o compensado é cortado nas medidas finais no esquadrejamento, e depois o compensado passa por lixamento e por um processo de acabamento. Nessa fase, o compensado pode receber filme, como no plastificado. Por fim, cada lote é inspecionado segundo padrões de qualidade, e as chapas de compensado seguem para o estoque.
Onde o compensado é utilizado
As técnicas utilizadas no processo resultam em compensados para móveis e construção, com resistência a agentes externos que varia conforme a cola. A madeira compensada é mais estável que a madeira maciça porque as camadas cruzadas se compensam, daí o nome. O material é utilizado na indústria de fabricação de móveis, na construção civil e na indústria naval. Todo compensado fabricado com cola fenólica, como a chapa de madeira para áreas molhadas, aguenta melhor a umidade.
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